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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Cabos HDMI: diferenças entre comprar um modelo de 150 e um de 30 reais

Com a rápida evolução que os aparelhos eletrônicos sofreram nos últimos anos, foi natural o aparecimento de novos padrões para transmissão de áudio e vídeo, como o HDMI. Acrônimo para High-Definition Multimidia Interface (Interface Multimídia de Alta Definição), este sistema de conexão de alta tecnologia é capaz de transmitir vídeo e áudio por meio de um único cabo, bem diferente dos cabos de vídeo componente, por exemplo.
As diferentes marcas de cabos HDMI presentes no mercado deixam os usuários em dúvida sobre qual comprar. Normalmente diz-se que as mais caras são as melhores e que às vezes o barato pode sair caro. Será que isto acontece mesmo? Faz mesmo tanta diferença comprar um cabo de R$ 150,00 ao invés de um que custa R$ 30,00?

HDMI

Se você ficou curioso para saber a resposta às perguntas acima, acompanhe abaixo o que dizem os estudos relativos a este assunto e também o que comprovam algumas experiências realizadas em laboratórios. É hora de esclarecer mais esta dúvida dos usuários!

O MAIS CARO OU O MAIS BARATO?
Na hora de comprar um cabo HDMI muitos usuários ficam em dúvida se levam o mais barato ou se vale mais a pena investir e comprar um com preço mais levado - normalmente entre os melhores.
Diversos testes já foram realizados pelas mais variadas empresas, na tentativa de descobrir qual é, de fato, o melhor HDMI presente no mercado. Se não em todos, na grande maioria dos resultados apresentados, a conclusão é a mesma: para pequenas distâncias – de dois a dez metros – não há diferenças notáveis entre os cabos mais baratos e os caros.

Pensando em como os cabos HDMI funcionam, os resultados fazem todo o sentido. Este tipo de cabo foi criado para a transmissão de sinal digital, ou seja, os dados que passam por eles são binários (valores 0s e 1s).
Isto significa que: se o ruído – interferência – for aceitável, os dados são enviados pelo cabo, do contrário são perdidos. Quando se trata de imagem digital não existe o meio do caminho, ou você tem os bits transformados em imagem, ou não tem.

Então o que justifica a compra dos cabos mais caros?
Os cabos de valor mais elevado são, em sua maioria, feitos com material de primeira qualidade e isto garante que a vida útil deles seja maior do que a dos condutores mais baratos. Além disso, a qualidade superior do material também ajuda a diminuir a interferência no cabo, aumentando a probabilidade de que todos os bits sejam transmitidos e, consequentemente, de que não haja perda de imagem.

O PROBLEMA DA DISTÂNCIA
O número de defensores dos cabos HDMI mais baratos cai razoavelmente quando o assunto é transmissão de dados a distâncias superiores a quinze ou vinte metros. Quanto mais longo for o cabo, maior é a interferência sofrida e é nesta hora que muitas marcas acabam ficando para trás.
A ocorrência de perda de sinal é maior em cabos longos e, quanto maior o comprimento, maiores são as chances de o sinal não chegar à outra ponta. Para usuários comuns, isto não representa grandes problemas, pois a maioria instala os aparelhos eletrônicos a uma distância pequena.
Problemas com a distânciaNa verdade, as dores de cabeça ficaram para aquelas pessoas que trabalham com eventos e muitas vezes precisam puxar cabos por longas distâncias a fim de conectar dois aparelhos. No caso do HDMI, isto pode significar um problema dos grandes.

Cabos de rede são a solução
A solução encontrada para este impasse dos cabos HDMI com a distância foi utilizar cabos de rede no meio do caminho. Não, eu não escrevi errado, é isto mesmo que vocês leram: cabos de rede começaram a ser usados para transmitir dados provindos de uma conexão HDMI.
Isto só foi possível com o surgimento dos conversores HDMI/CAT5, os quais tornam possível a transmissão de dados dos cabos HDMI por meio dos cabos de rede (CAT5). O procedimento para esta façanha é bem simples.
O primeiro passo é conectar o aparelho HDMI (player de DVD, Blu-Ray, computador) a um conversor do tipo HDMI/CAT5, utilizando um cabo com não mais de dois metros, o que garante a qualidade do sinal que chega até o aparelho de conversão. O mesmo deve ser feito com o aparelho que ficará na outra extremidade. Para ligar os dois conversores, basta utilizar um cabo de rede comum, daqueles azuis que você encontra em qualquer loja de informática.
Infográfico mostrando a solução com cabos de rede.

Com isto é possível a transmissão de dados por longas distâncias sem que haja a perda de tantos bits, como aconteceria se fosse feito somente com o cabo HDMI.

CONCLUSÃO
Depois de tudo o que foi exposto acima, a conclusão à qual se pode chegar é: vale a pena investir em cabos HDMI mais caros nos casos em que a distância entre os aparelhos fique entre quinze e vinte metros. Para distâncias maiores, o melhor a fazer é utilizar o cabo de rede, como descrito acima, pois a interferência começa a ser maior e as chances do sinal não chegar à outra extremidade do cabo é maior.
Para conectar aparelhos que se encontram mais próximos não há necessidade de comprar cabos HDMI dos mais caros, pois não há diferença no resultado final da imagem.
SAIBA MAIS
Já que o assunto é cabos HDMI, que tal você ficar por dentro desta tecnologia?

As velocidades
Além de toda a inovação em qualidade de transmissão, os cabos HDMI também permitiam a troca de dados a uma velocidade superior daquelas existentes quando em seu lançamento, no ano de 2003. A primeira versão do HDMI, a 1.1, permitia a transmissão de dados a uma taxa de 4,95 Gbps (Gigabites por segundo).
Esta velocidade foi melhorada apenas dois anos mais tarde, quando surgiram os cabos HDMI 1.3, com surpreendentes 10,2 Gbps de velocidade para a transmissão de imagem. Espera-se que a próxima geração de cabos HDMI consiga chegar à velocidade de 14,93 Gbps, mas estes novos conectores ainda estão em fase de estudo.
Exemplo de cabo HDMI
1.2, 1.3... o que muda de uma versão para outra?
A primeira versão do HDMI, a 1.1, trouxe consigo a inovação na transmissão de áudio e vídeo e ainda oito canais de áudio para impressionar os usuários. Depois disso, a versão seguinte que traz maiores inovações é a 1.3, que passa a suportar frequências até 340 Mhz. Além disso, novos aparelhos também passaram a adotar o padrão HDMI, como câmeras de vídeo portáteis, eliminando problemas de sincronismo entre áudio e vídeo.
Se você ficou curioso quanto ao uso do HDMI e de como ele funciona, não deixe de conferir o artigo “O que é HDMI?”. Nele você encontra muito mais informações e detalhes sobre esta tecnologia inovadora.
Cabos HDMI: faz diferença comprar um modelo de 150 e um de 30 reais?
Mesmo que todos os testes realizados tenham dado o mesmo resultado, isto não significa que é uma verdade absoluta e inquestionável. A decisão em usar um cabo HDMI mais barato ou mais caro depende não apenas no poder aquisitivo da pessoa que está adquirindo como também das condições em que os aparelhos estão dispostos.
O fato de comprar um cabo HDMI dos mais caros também não dá a garantia de que tudo irá funcionar em absoluta perfeição. O uso dos conversores HDMI/CAT5 também pode trazer vários problemas pela má qualidade do aparelho ou do cabo de rede utilizados.
Por isso, caro usuário, não tome o que foi escrito acima como verdade absoluta. Caso tenha ocorrido com você uma situação diferente das descritas neste artigo, como a compra de cabos mais caros e problemas com eles em distâncias menores, não deixe de comentar. Compartilhar conhecimento e experiências é também uma forma de aprender!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Oculus Rift: O dispositivo que quer mudar os video games para sempre!

A realidade virtual é um dos maiores sonhos de quem é apaixonado por tecnologia; mas infelizmente ela ainda é apenas isso, um sonho. Nos anos de 1990, a moda explodiu de vez por todos os lados em filmes como “O Passageiro do Futuro” e até mesmo consoles como o Virtual Boy da Nintendo, que falhou miseravelmente devido à tecnologia (ou falta dela) da época.
Capacetes que prometiam a realidade virtual surgiam por diversos cantos, mas de realidade não tinham muita coisa: consistiam em visores com pequenas telas de LCD voltadas para os olhos. A sensação de imersão era praticamente nula, tanto que a tecnologia não se popularizou tanto assim até hoje.


Os anos passaram, a tecnologia evoluiu, mas a realidade virtual continuou no mesmo patamar, trazendo poucas novidades. Os únicos lugares em que ela avançou mesmo foram nas áreas da ciência e militar. O grande público, infelizmente, precisa se contentar com aparelhos que proporcionam um efeito interessante, mas ainda estão longe da sonhada imersão nos mundos alternativos.
Tudo isso está prestes a mudar: esqueça o que você conhece sobre o assunto. Uma empresa chamada Oculus VR desenvolveu um produto incrível e revolucionário. Fundada por Palmer Luckey, um jovem que se diz “entusiasta de realidade virtual”, a empresa criou o Oculus Rift, um produto que muitos acreditam ser o responsável pela próxima grande revolução no mundo dos games.

John Carmack, Kickstarter e o início da realização de um sonho


John Carmack — um dos fundadores da id Software e criador de clássicos como Doom e Quake — sempre foi um entusiasta de realidade virtual. Pouco tempo depois de terminar RAGE, Carmack foi atrás de dispositivos do gênero.

O desenvolvedor pensou: “Se temos computadores milhares de vezes mais potentes que há vinte anos, os equipamentos de realidade virtual devem ter evoluído”. Infelizmente, ele se decepcionou com o que viu.
Os visores dos modelos mais modernos davam a impressão de uma tela gigantesca, mas nada de imersão real. Foi então que ele decidiu pesquisar sobre o assunto, até que chegou ao jovem Palmer Luckey.

Oculus Rift: o dispositivo que quer mudar os video games para sempreJohn Carmack apresenta o Oculus Rift durante a E3 2012 (Fonte da imagem: Reprodução/Eurogamer)



Quando ele ouviu falar do Oculus Rift, ficou maravilhado com a tecnologia e imediatamente adotou o projeto. Carmack exibiu um protótipo do produto rodando Doom 3: BFG Edition na E3 2012 e todo mundo que pôde testar o sistema ficou simplesmente de queixo caído.
Palmer Luckey não poderia ter acertado mais: o produto chegou na hora certa a ponto de conseguir um padrinho do calibre de John Carmack. Em pouco tempo, todo o mercado de games estava de olho no Oculus Rift. Para aproveitar o sucesso e desenvolver comercialmente o gadget, Palmer iniciou uma campanha no Kickstarter.
O projeto não demorou muito para impressionar o público depois que John Carmack começou a promovê-lo. Tanto que Luckey não teve problemas para conseguir o financiamento de que precisava para tocar o negócio e rapidamente a equipe arrecadou mais de US$ 2,4 milhões de dólares, sendo que o objetivo inicial era apenas US$ 250 mil.
Oculus Rift: o dispositivo que quer mudar os video games para sempre (Fonte da imagem: Reprodução/Popular Mechanics)

Logo, inúmeras figuras importantes do mercado de games começaram a se interessar pelo dispositivo. Cliff Bleszinski, desenvolvedor de Unreal Tournament e Gears of War, disse que teve contato com um protótipo e, pela primeira vez, encontrou um produto de realidade virtual realmente promissor. Ele anunciou que a Unreal Engine será atualizada para suportar o Oculus Rift, garantindo que os games que utilizam esse motor possam ser convertidos facilmente.
David Helgason, CEO e cofundador da Unity, também se impressionou com o recurso e anunciou que a engine também terá suporte ao Rift. Michael Abrash, um desenvolvedor da Valve, chegou a dizer que esse pode ser o início de uma nova era dos games eletrônicos: aqueles momentos únicos que temos algo revolucionário que significa um salto real no desenvolvimento.
Gabe Newell, fundador da Valve, também se mostrou extremamente interessado no desenvolvimento do projeto e até mesmo ajudou a financiar o Rift no Kickstarter.


Mas, afinal de contas, o que faz do Oculus Rift tão especial?


De acordo com Palmer Luckey, existem inúmeros equipamentos de realidade virtual no mercado. Infelizmente, os únicos que apresentam resultados relativamente satisfatórios custam muito caro e são completamente inviáveis para o público comum. Com o Oculus Rift, finalmente os jogadores comuns poderão usufruir da tecnologia com qualidade.
O Rift apresenta um campo de visão de 110 graus em comparação com o padrão do mercado, que é de apenas 40 graus. Isso significa que você não está mais posicionado em frente a uma tela. A tela está em volta de você, proporcionando a ilusão de que você está, efetivamente, dentro do mundo virtual.

Oculus Rift: o dispositivo que quer mudar os video games para sempre 
Comparação do campo de visão (Fonte da imagem: Reprodução/Oculus VR)

Para conseguir o efeito de imersão desejada, o aparelho utiliza uma tela de 7 polegadas com 1280x800 de resolução (a versão final do produto deve trazer uma tela Full HD) em que a imagem é dividida em duas partes, uma para cada um dos olhos.
A imagem também aparece distorcida na tela, parecendo mais próxima no centro e mais distante nas bordas; e é justamente isso o que dá a impressão de imersão dentro do mundo virtual. Para evitar que o jogador enxergue de maneira distorcida, o equipamento traz duas lentes que corrigem o aspecto, dando ao jogador o conforto necessário. Além, é claro, do 3D estereoscópico.
Oculus Rift: o dispositivo que quer mudar os video games para sempre (Fonte da imagem: Reprodução/NeoGAF)

Os primeiros protótipos do Oculus Rift utilizavam telas com 5,6 polegadas. Devido a problemas de fabricação com o modelo, a equipe precisou substituí-las por telas de 7 polegadas e com uma taxa de preenchimento de pixels maior. Graças a isso, foi possível eliminar quase completamente o efeito de “arrasto” nas imagens. Algo que é quase imperceptível em monitores de TV, mas problemático em equipamentos de realidade virtual.

Oculus Rift: o dispositivo que quer mudar os video games para sempre (Fonte da imagem: Reprodução/Oculus VR)

Além de tudo isso, o Rift possui um sistema de detecção de movimentos que faz com que a imagem siga os movimentos da sua cabeça. Se você vira, o campo de visão muda. Olhe para trás e literalmente você estará vendo o que existe atrás de você.
Para conseguir um efeito quase perfeito de head-tracking, o Rift utiliza três sistemas diferentes combinados: giroscópio, acelerômetro e magnetômetro. Os primeiros protótipos trabalhavam com um sensor comum, com uma taxa de atualização de apenas 250 Hz.
A equipe achou que ainda não era suficiente e desenvolveu um modelo próprio de sensor, desta vez com 1.000 Hz de taxa de atualização, ou seja: o tempo que a engine leva para reconhecer o movimento da cabeça e responder com um movimento da tela é de apenas 2 milissegundos

Oculus Rift: o dispositivo que quer mudar os video games para sempre (Fonte da imagem: Reprodução/Oculus VR)

Outro benefício desse dispositivo é que, com um sensor mais poderoso, a interpretação de movimentos errados diminui consideravelmente, sincronizando quase que perfeitamente a movimentação do jogador com as animações dentro do game.

Preciso disso já! Cale a boca e pegue o meu dinheiro!


Infelizmente, o Rift ainda não está à venda. A empresa planejou com calma o cronograma de produção depois do sucesso no Kickstarter e está finalizando os projetos. Quem deverá receber os primeiros modelos são os desenvolvedores, que podem adquirir o kit SDK por cerca de US$ 300 (R$ 600) diretamente no site da empresa. A data de entrega para esses modelos está marcada para março deste ano.
O foco do produto, por enquanto, são os games de PC. Dessa maneira, Xbox 360, PlayStation 3 e Wii U ainda estão fora do negócio. Contudo, a Oculus VR garante que está buscando uma maneira de, futuramente, trazer o Rift para estas plataformas.

Oculus Rift: o dispositivo que quer mudar os video games para sempre (Fonte da imagem: Reprodução/Oculus VR)

A Oculus VR está trabalhando muito para oferecer o produto completo para os desenvolvedores e, com isso, coletar informações. Dessa forma será possível adicionar ou remover recursos, resolver problemas de compatibilidade, melhorar aspectos que ainda não são ideais e, é claro, adicionar suporte aos games e engines para aumentar a compatibilidade do sistema.
A intenção da Oculus VR é construir modelos que possam se ajustar ao maior número possível de pessoas. A equipe também pretende incluir um hardware mais poderoso na versão final do dispositivo, o que deve trazer telas Full HD e sensores de movimento com ainda mais precisão.
A empresa ainda não anunciou uma data de lançamento e nem quando o produto vai estar disponível no mercado, mas isso não deve demorar, pois o processo de produção está em ritmo acelerado.
Parece que finalmente a realidade virtual vai se tornar realidade.



Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/tecnologia/36311-oculus-rift-o-dispositivo-que-quer-mudar-os-video-games-para-sempre.htm#ixzz2VAMzFk4k